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segunda-feira, 18 de abril de 2011

A vida subaquática pela ótica de David Doubilet

O fotógrafo David Doubilet se sente honrado em ter suas imagens subaquáticas consideradas uma das melhores por editores e colegas.
Ele já fotografou mais de 60 matérias para a National Geographic Magazine, onde é um fotógrafo colaborador. David tem documentado o nosso mundo debaixo d'água desde sua primeira missão com a Geographic em 1971. Além do trabalho para a National, David aparece em inúmeras publicações em todo o mundo e é  editor colaborador e colunista na revista Atrás do Tiro no Sport Diver Magazine (EUA) e da Revista Mergulho (Reino Unido). 

Nascido em Nova York em 1946, David começou a fotografar debaixo d'água em 12 anos de idade usando uma câmera Brownie Hawkeye. Ele construiu uma paixão pelo mar e se formou pela Universidade de Boston em 1970. 

David, desafiou a si mesmo para redefinir os limites fotográficos cada vez que ele entra na água. Completamente em casa em um recife de coral, em uma navio naufragado da II Guerra Mundial, em um abismo profundo e escuro ou entre os grandes gigantes em nosso mar, David implacavelmente persegue as muitas camadas ocultas dos recifes de coral ao redor do globo. Já mergulhou nas águas frias de Nova Zelândia, Tasmânia, na Escócia, Japão, Noroeste do Atlântico e do Pacífico Nordeste. Recentes jornadas fotográficas têm levado David para alguns dos maiores sistemas de água doce em nosso planeta, como o grande sistema Delta do Okavango, em Botsuana e no rio São Lourenço. 

Separei estas fotos de seu portfolio, chamado Black & White, onde mostra o mundo subaquático em preto e branco. Nessas cores, as imagens viraram verdadeiras obras de arte, somente com muita técnica e dedicação, poderia-se conseguir fotos tão belas:
























sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Triste História de Omayra Sanchez

Em Novembro de 1985, a erupção explosiva do Nevado del Ruiz, vulcão com 5389 metros de altura e que se situa a norte do Nevado del Huila, originou a pior catástrofe natural do pais, matando 23 mil pessoas, sobretudo habitantes da cidade de Armero.

Frank Fournier por esta imagem  ganhou o prêmio “World Press Photo Premier Award”, em 1986.
A imagem foi preservada e somente publicada meses depois, após o falecimento da garota.
A menina de 13 anos, Omayra Sanchez ficou presa nos entulhos deixados pelo deslizamento causado pela erupção do vulcão. Funcionários da Cruz Vermelha teriam feito repetidos apelos ao governo por uma bomba para baixar o nível da água para ajudar a libertar a menina. Os socorristas acabaram desistindo e passaram o resto do tempo com ela, confortando-a e rezando com ela. Ela morreu cerca de 60 horas depois de ficar presa.

Acompanhe, a seguir, o relato do fotógrafo Frank Fournier:

"Eu cheguei a Bogotá de Nova York uns dois dias depois da erupção do vulcão. A área para onde eu precisava ir era muito remota. (Chegar até lá) envolvia uma viagem de carro de cinco horas e depois mais duas horas e meia de caminhada.
Erupção do Nevado del Ruiz, Colômbia, 1985
O país também estava num tumulto político. Pouco antes da explosão, o Palácio da Justiça, em Bogotá, havia sido tomado por guerrilheiros de esquerda do M-19. Muitas pessoas tinham sido mortas e isso tinha tido um grande impacto na forma como as pessoas da cidade de Armeryo foram ajudadas. O Exército, por exemplo, havia sido mobilizado para a capital.

Eu cheguei ao vilarejo de Ameroyo de madrugada, cerca de três dias depois da explosão. Havia muita confusão, as pessoas estavam em choque e precisando desesperadamente de ajuda. Muitos estavam presos em entulhos.

Eu encontrei um fazendeiro que me contou dessa menininha que precisava de ajuda. Ele me levou até ela, ela estava praticamente sozinha, havia apenas algumas pessoas em volta e alguns funcionários de resgate ajudando outra pessoa perto dali.

Ela estava num grande lamaçal, presa da cintura para baixo por concreto e outros restos das casas que haviam desabado. Ela estava ali por quase três dias. Começava a amanhecer e a pobre menina estava sentindo dores e muito confusa.
Caos na Cidade de Armero
Em toda parte, centenas de pessoas estavam presas. Os funcionários de resgate tinham dificuldade em chegar até as vítimas. Eu conseguia ouvir as pessoas gritando por ajuda e depois silêncio, um silêncio sinistro. Era muito assustador. Havia alguns helicópteros, alguns que haviam sido emprestados por uma companhia de petróleo, tentando ajudar as pessoas.

E daí tinha essa menininha e as pessoas não tinham poder para ajudá-la. Os funcionários de resgate voltavam para falar com ela, fazendeiros locais e algumas pessoas que tinham algum tipo de ajuda médica. Eles tentavam confortá-la.

Quando eu tirei as fotos eu me senti completamente impotente na frente dessa menininha, que estava enfrentando a morte com coragem e dignidade. Ela podia sentir que a vida dela estava indo embora.
Tentativa de Resgate
Eu achei que a única coisa que eu podia fazer era retratar adequadamente a coragem, o sofrimento e a dignidade dessa menininha e esperar que isso mobilizaria as pessoas a ajudar aqueles que haviam sido resgatados e salvos.

Eu senti que eu tinha que retratar o que essa menininha teve que passar.

A essa altura, Omayra já perdia a consciência, às vezes recobrando-a. Ela até me perguntou se eu podia levá-la para a escola porque ela estava preocupada que chegaria atrasada.

Eu dei o meu filme para alguns fotógrafos que estavam voltando para o aeroporto e pedi para que eles o mandassem para o meu agente em Paris. Omayra morreu cerca de três horas depois de eu chegar lá.

Na hora, eu não percebi o poder da fotografia, a forma como o olho da menina se conectou com a câmera.

A fotografia foi publicada na revista Paris Match alguns dias depois. As pessoas ficaram muito perturbadas porque o drama de Omayra havia sido capturado pelas câmeras de TV e levado ao mundo. Daí a minha fotografia dela foi publicada depois de ela ter morrido.

As pessoas me perguntavam: 'Por que você não a ajudou? Por que você não a tirou de lá?' Mas era impossível.

Houve alarde, debates na televisão sobre a natureza do fotojornalismo, se o profissional era uma espécie de abutre. Mas eu senti que era importante que eu registrasse a história e eu fiquei mais feliz pelo fato de ter havido alguma reação. Teria sido pior se as pessoas não tivessem se importado.

Eu sou muito claro sobre o que eu faço e como faço e eu tento fazer o meu trabalho com o máximo de honestidade e integridade possível. Eu acredito que a fotografia ajudou a levantar dinheiro de todo o mundo e ajudou a destacar a irresponsabilidade e a falta de coragem dos líderes de governo.
Frank Furnier


Houve uma falta de liderança óbvia. Não havia planos de evacuação, embora os cientistas tivessem previsto a extensão catastrófica da erupção do vulcão.

As pessoas ainda acham a foto perturbadora. Isso destaca o poder duradouro dessa pequena menina. Eu tive sorte porque pude agir como uma ponte para ligar as pessoas com ela. É a mágica da coisa.

Há centenas de milhares de Omayras pelo mundo – histórias importantes sobre os pobres e os fracos –, e nós, fotojornalistas, estamos lá para criar a ponte.

A questão do poder da imprensa é muito mais importante hoje do que nunca porque estamos sob muita pressão do lado comercial.”

Matéria veiculada na época:

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fotojornalismo

Fotos por Leonardo Fraga Texeira.

Primeiro fotos da semi-final do campeonato de handebol, que aconteceu no último sábado (03), entre os times Centro (de laranja) e Nova Brasília(de amarelo e preto). E Los Aspiras(Preto) e Mirim(Vermelho). Os jogadores sairam borrados, devido a velocidade em que realizam o ataque, o pulo final na área antes de arremessar ao gol, eles chegam a ficar um tempo no ar antes de arremessar.







E agora algumas fotos do 7 de Setembro, bem poucas, só as que não saíram no jornal.